sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Urgência

Você reclama da minha ausência, você reclama do meu silêncio, você reclama da minha entoação, você reclama da minha distração, você reclama das minhas reservas como se fantasmagoricamente apenas eu as possuísse. Eu reclamo do seu dramático, eu reclamo do seu eufórico, eu reclamo da sua seriedade, eu reclamo da sua minúscula cueca infantil e cômica


Nossas reclamações fazem parte da construção de uma relação incrívelmente madura e promissora. Eu quero acreditar, eu preciso. Às vezes você esquece que sou um dezesseis anos vivendo o gradativo, o inseguro, o novo.


Juntos somos duas caixas velhas, orgulhosas e fechadas. Estamos tentando, de modo simultâneo, penetrar essas caixas. Estamos em alguma fase que a minha inexperiência não sabe definir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desconexo

Nosso amor, intenso e infatigável promove medo. 


Tentamos nas ligações, nos encontros, nas mensagens, tentamos nas palavras, nos olhares, tentamos na cama. Uma sequência de tentativas que, de alguma forma, sustentam nosso status. Mas eu não quero apenas tentativas, não quero apenas diálogos mal acabados. Somos mais que isso, podemos mais que isso. Não quero as suas lágrimas, não quero me explicar. Você sabe o que eu quero. Chegamos no eu te amo e isso me dá medo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O primeiro medo

Nossos músico-existencial diálogos, nosso encontro na festa, mais conversas e finalmente o encontro à dois. Eu bebi. Os telefonemas, nossas intenções. Tudo ficava claro. A noite de sexta-feira, o programa ambient boboca, o abraço, o carinho, o beijo, da nudez ao sexo quase que automático e inconsequente. Fumamos. Não havia tesão, era mais que isso. Começamos com eu te adoro.